zNa segunda-feira passada (18/05), começaram a ser exibidas, pela Rede Minas, as teleaulas do programa "Se Liga na Educação", que faz parte do Regime de Estudo Não Presencial, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG).

 

Desde segunda feira da semana passada (dia 18), numa atitude pioneira, a Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais – SEE/MG, apresenta o programa de TV “Se Liga na Educação”, que está sendo exibido pela Rede Minas, de segunda a sexta-feira, nos dias úteis, pela manhã. As teleaulas vão priorizar os conteúdos que os alunos têm mais dificuldades e, além disso, uma hora da programação será transmitida ao vivo, permitindo que os estudantes possam interagir e tirar dúvidas.

Os conteúdos foram distribuídos por área de conhecimento. Na segunda-feira, a temática será linguagens (Português, Inglês, Literatura, Artes e Educação Física). Na terça-feira, o assunto será Ciências Humanas (História e Geografia). Matemática será estudada na quarta-feira. Quinta será a vez das Ciências da Natureza (Biologia, Química e Física). Por fim, na sexta-feira, uma programação específica voltada para os alunos que estão se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Para os estudantes que não conseguirem assistir ao “Se Liga na Educação” no momento da transmissão ou queiram rever os conteúdos apresentados, a SEE disponibilizou os vídeos das aulas no aplicativo Conexão Escola (Android), no site "Estude em Casa" e no canal da Rede Minas, no youtube.

A iniciativa tem sido acompanhada diretamente pela SRE Passos com tira-dúvidas imediatos e orientação aos Diretores, Professores e Especialistas das Escolas Estaduais, já que a teleaula se trata de uma novidade nos meios educacionais de Minas Gerais de forma tão intensa.

 

Estudantes de todo o estado marcando a SEE nas redes sociais e compartilhando um pouco da rotina de estudos. Foto: Divulgação SEE/MG

 

Colhemos algumas opiniões de Especialistas / Supervisores Escolares, que também estão na linha de frente deste programa, participando de videoconferências e repassando as orientações aos Professores. Confira:

 

E. E. Professor Tonico Leite (Formiga):

A partir de segunda-feira, 18 de maio de 2020, implantou-se nas escolas estaduais o Plano de Estudos Tutorado (PET), uma das ferramentas do REANP (Regime Especial de Atividades Não Presenciais), desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. O plano foi ofertado aos alunos da rede pública como alternativa para a continuidade no processo de ensino e aprendizagem neste período em que as aulas estão suspensas, como medida de prevenção da disseminação da Covid-19.

Os PETs consistem em apostilas com orientações de estudo e planos mensais de atividades, por ano de escolaridade, considerando o Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), cuja distribuição será prioritariamente pelos meios digitais.

A Escola Estadual “Professor Tonico Leite”, em Formiga, abraçou esta desafiadora tarefa. Realizou orientações e videoconferências para a preparação da equipe e, findo o período da primeira semana de trabalho com a ferramenta PET, a especialista em educação solicitou a cada professor um feedback sobre o resultado alcançado, tendo obtido dos docentes e representantes de turma, um balanço positivo do processo inicial de acolhimento aos estudantes e engajamento no plano de estudos. Há que se ressaltar que todos os envolvidos estavam exaustos devido às características e dificuldades da nova modalidade de trabalho.

Colheu-se na avaliação recebida dos docentes, que os mesmos atenderam à orientação do setor pedagógico, os quais procederam a uma ampla análise crítica do PET e detectaram a necessidade de realizar algumas intervenções, tais como:

  • adaptações para os alunos do AEE (Atendimento Educacional Especializado);
  • complementação das atividades, uma vez que algumas estão insuficientes em quantidade;
  • introdução de explicações;
  • construção de roteiros;
  • ilustração com exemplos;
  • sugestão de leituras, sites e e-books;
  • indicação de outras estratégias complementares;
  • reforço com apresentações em powerpoint, links, vídeos, tabelas, textos e mapas;
  • esclarecimento de dúvidas e
  • retomada de pré-requisitos de aprendizagens.

Alguns docentes também prepararam o seu próprio material para os estudantes, uma vez que os seus componentes curriculares não foram contemplados com a referida apostila.

Acreditamos que o primeiro passo foi dado, entretanto existem inúmeras barreiras internas e externas a serem contornadas, muitas devido às desigualdades sociais das famílias, à falta de um período maior para preparação e alinhamento do processo e aos recursos que os estudantes efetivamente não dispõem a fim de propiciar oportunidades de aprendizagem.

Sabemos, sobretudo, que nada substitui a relação presencial entre professores e alunos, que oferece o componente afetivo-emocional do processo ensino aprendizagem, fundamental na formulação das representações que construímos a respeito da realidade, mas acreditamos ser nossa função precípua, agora neste momento atípico, garantir a continuidade e o direito de estudo das crianças e adolescentes da melhor forma possível.

Esperamos que a EDUCAÇÃO insista e, sobretudo, resista nesse período ímpar que vivemos!

Elizabeth Rocha de Carvalho Oliveira - Supervisora Escolar

 


 

E. E. Professor João Menezes (Piumhi):

O tão esperado dia 18/05 chegou, tudo é novo para todos. Expectativas, medo, ansiedade e insegurança foram os sentimentos experimentados por todos nós. Muitas indagações. As aulas remotas tiveram o seu início. A sensação que os professores tiveram foi de que tudo era improvável, pois como fariam para instruir os alunos, sem poder olhar nos olhos, aproximar com atenção e mostrar o caminho para a realização da nova aula? Sentirem e vivenciarem juntos a alegria da compreensão, da realização, do entendimento e vibrarem com o sucesso? Como entender os seus dias, suas tristezas e angústias, correr para o abraço? Sentimentos que lhes causam emoções confusas e que os fazem reagir e serem fortes.

“Calma”, “Você consegue”, “Não se preocupe”, “Tudo vai dar certo”,  acalentaram as almas agitadas. Assim foi o primeiro dia, muito confuso e trabalho extenso das 6h às 22 h. O WhatsApp foi o recurso. Algumas turmas já possuíam o grupo formado por alunos e professores, facilitou o contato, mas a agitação era imensa, “Conexão Escola, INDISPONÍVEL”, “Como faço para baixar, Se Liga na educação”, “Não consigo abrir o PET”, “O celular é da minha vizinha”, “Moro na zona rural”, “Não tenho internet”, “Posso imprimir?”, “Tem que tirar foto da atividade?”, “Estou desesperada, tenho 3 filhos e só um celular”, entre tantas outras situações deixaram os professores emocionalmente abalados.

Enfim, assistiram à primeira vídeoaula, pelo App Rede Minas (os alunos que conseguiram). Continua o desespero em rede... “Dona, não consegui, o que faço?”, as mensagens não paravam de chegar, nos grupos, no privado, deu sensação de impotência... “Mas, seremos fortes, os alunos precisam de nós”, esse era o pensamento dos docentes.

No dia seguinte, aula de Ciências Humanas, outro dia de transtornos, os alunos pensaram ser aula de Ciências e não sabiam que se referia à História e Geografia (alunos fundamental). Esclarecidas as dúvidas, hora de ver quais alunos não haviam feito nenhum contato. Mensagens no privado, informações com os colegas, e a busca continuou, e ainda estão se organizando e buscando contato.

Felizmente, a nossa cidade não está em uma situação considerada grave. Podemos dizer que somos abençoados e que é uma cidade protegida. A nossa escola é heterogênea, possui alunos de extrema pobreza como também alunos considerados abastados, com conforto mediano. É muito difícil, mesmo com boa vontade, alcançar os mais carentes, pois até o que é prioridade não possuem, como terão condições tecnológicas para se desenvolverem? Há a falta de conhecimento de grande parte dos pais, que trabalham exaustivamente para manutenção de suas famílias e não possuem tempo para auxiliarem seus filhos.

Aos poucos as turbulências vão diminuindo, mas os educadores ficam se indagando: “Será que os alunos compreenderam? Estão aptos ao cumprimento do proposto ou desistiram? Entregaram “os pontos” devido aos obstáculos?

Os professores estão aflitos, é bem verdade, mas só o tempo para responder as essas indagações e para vencerem as inseguranças.

A questão do desenvolvimento socioemocional deve ser a prioridade para esses tempos tão difíceis! A colaboração, solidariedade e empatia prevalecerão em nossas vidas e nos aproximarão, mesmo que distantes fisicamente, mas conectados pela tecnologia e pelo coração.

Elisa Goulart de Rezende Silva - Supervisora Escolar


 

E. E. Santa Terezinha (Doresópolis):

Acho que no geral o material foi bem elaborado mas os professores tem que estarem atentos para algumas adaptações se necessário.  As maiores dificuldades serão: fazer todos entenderem as etapas aulas na TV, material online, canal de comunicação com professores e alunos. Nessa primeira etapa, percebo que uma porcentagem de alunos e professores não aceitaram esse modelo de estudos, porque não se manifestaram nos grupos para fazerem perguntas ou sanar dúvidas. Acredito que depois que houver maior entendimento será mais tranquilo a interação.

Otavio da Costa Maia - Especialista

 

Exemplo de material divulgado

 


 

E.E. Izaura de Oliveira Vilela (São Roque de Minas):

O PET (Plano de Estudo Tutorado) é o conjunto  de  atividades  que  contemplam  os  componentes  curriculares,  respeitando  a carga  horária  mensal  a  ser  vencida  pelo  estudante.  Ele foi pensado de forma a se estabelecer uma conexão com o educando nesse momento de pandemia e para que o mesmo não tenha uma abrupta interrupção em sua aprendizagem.

Como é um modelo novo de organização de estudos tem despertado um sentimento de insegurança tanto por parte dos professores, como pais e alunos, pois, nem todos possuem habilidades e ou ferramentas necessárias ao acesso de forma online. Pensando nisso, o PET também poderá ser disponibilizado da forma impressa para aqueles alunos que não possuem acesso à internet. 

Aos professores falta um momento de capacitação sobre o uso das novas tecnologias e como aliá-las ao dia a dia escolar visando a facilitação da aprendizagem, assim, em muitos casos se apropriar do PET de forma integral e a partir dele criar complementações também de forma virtual, como salas virtuais, vídeo conferências, múltiplas chamadas tem sido alguns dos entraves encontrados pelos professores.

As dificuldades encontradas pelos alunos são outras, esses têm uma facilidade nata na utilização da tecnologia, mas, como temos classes sociais bastante heterogêneas muitos não possuem acesso à internet, pois moram em localidades distantes, alguns não possuem celular e em casos mais extremos não há energia elétrica na residência, também contamos com um contingente de pais que não conseguem auxiliar os filhos pelo baixo nível de estudo. 

Passado o momento de surpresa e indagações com a chegada do material, estudos e discussões estão sendo realizados diariamente sobre o PET, onde todos os professores estão fazendo suas adaptações para que o material possa atender a todos e a aprendizagem aconteça de forma contínua. No presente momento nenhum modelo de organização de estudo contemplaria a todos os educandos, o que temos hoje são múltiplos esforços voltados ao avanço da aprendizagem e a continuidade, mesmo que, de forma remota, da interação entre educandos e educadores.

Solange Cristian Ferreira Costa

 


 

E. E. Padre José Espíndola (Pimenta):

As orientações repassadas pela SRE SEE-MG foram de grande valia para o entendimento da implantação do Ensino Não Presencial. Reuniões com os professores foram organizadas e realizadas utilizando de tecnologias de encontro virtuais que a internet possibilita, em segundo momento foram criados os grupos de comunicação, via Whatsapp, pelos professores, possibilitando o contato com seus alunos, tendo a Equipe Pedagógica acesso aos grupos junto com alunos e professores. Vimos que alguns professores encontraram dificuldades  , não deixa de ser um modo inovador. E partir disso foi possível orientar os alunos e responsáveis sobre os eixos de trabalho estabelecidos para o estudo remoto no estado de Minas Gerais.

As impressões neste primeiro momento são boas, observando um grande interesse por parte dos estudantes em dar continuidade no seu processo de aprendizagem. As dúvidas surgem, mas com calma e cautela novas estratégias são elaboradas e colocadas em prática, visto que é uma forma diferente do cotidiano. Estamos enfrentando algumas situações diversas como algumas dificuldades de acesso por parte das famílias aos canais de acesso. 

Portanto, adaptando-se a este momento frágil em que nossa sociedade se encontra, consideramos um início promissor e positivo para o estabelecimento e oferta de ensino em nossas escolas mineiras.

Neila Marília de Faria

 


 

E. E. Padre José Sangali (Córrego Fundo):

As orientações da SEE - Secretaria de Educação-MG, mais objetivamente a Superintendência Regional de Ensino - Passos foram muito positivas, visto que serviu de tranquilizador para este momento de início do trabalho remoto.  As reuniões para os Diretores e Especialistas de Educação Básica foram de extrema importância para continuarmos, junto com os Professores e  toda a Equipe escolar, o ano letivo de 2020.

Reuniões com os professores foram organizadas e realizadas utilizando de tecnologias de encontro virtuais que a internet possibilita, em segundo momento foram criados os grupos de comunicação, via Whatsapp, pelos professores, possibilitando o contato com seus alunos, tendo a Equipe Pedagógica acesso aos grupos junto com alunos e professores, a partir disso foi possível orientar os aluno e responsáveis sobre os eixos de trabalho estabelecidos para o estudo remoto no estado de Minas Gerais.

As impressões neste primeiro momento são boas, observando um grande interesse por parte dos estudantes em dar continuidade no seu processo de aprendizagem. As dúvidas surgem, mas com calma e cautela novas estratégias são elaboradas e colocadas em prática, visto que é uma forma diferente do cotidiano, de se estabelecer o processo de ensino aprendizagem.

Portanto, adaptando-se a este peculiar momento em que nossa sociedade se encontra, consideramos um início promissor e positivo para o estabelecimento e oferta de ensino em nossas escolas mineiras.

Liliane Cristina Silva

 


 

E. E. Professor Francisco de Paula Rebelo Horta (Piumhi):

As primeiras experiências com o Plano de Estudos Tutorados – PETs. Medo, insegurança, muitas dúvidas, preocupação com todos os estudantes, questionamentos sobre aprendizagem e sobre o direito e o alcance deles... Essas foram as primeiras impressões quando chegou a notícia de como seriam os estudos na rede estadual de Minas Gerais em tempos de pandemia.

Então a largada foi dada, tivemos  professor, estudante e família resistentes. Começamos o trabalho com whatsApp e estamos aguardando o aplicativo Conexão Escola e os PETs impressos.

Até o momento, a participação de professores e estudantes está correndo muito bem on-line, tem interação, tem muito estudante fazendo todas as atividades do PET e atividades extras, com orientação dos professores e até atividade física com a professora de Educação Física! Estamos surpresos positivamente,  esperançosos e trabalhando muito para  que tudo continue correndo bem com aprendizagem, participação e  a garantia do direito de todos(as).

Cristiane Carla Costa

 


 

E. E. General Carneiro (São Roque de Minas):

Para enfrentar o desafio de Garantir o DIREITO A EDUCAÇÃO em tempos de distanciamento social a Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais implantou um sistema de Atividades Remotas.

Com três possibilidades de conexão, tendo o PET (Plano de Estudo Tutorado) como foco central, a ação prevê o uso de várias frentes para dar suporte de informação à pais e alunos.

O PET utiliza o Currículo Referência de Minas para o Ensino Fundamental e o Conteúdo Básico Comum para o Ensino Médio e tem como maior missão MANTER O VÍNCULO ENTRE ALUNOS E ESCOLA.

Pensado de forma a ser auto instrutivo, o PET é a prioridade do momento. Ele precisa chegar e ser compreendido por todos os alunos e pais. E este é o maior desfaio das Escolas.

Mas quem vive a EDUCAÇÃO sabe que ser desafiado é a constante que impulsiona aqueles que lutam por uma educação de qualidades a todos. Então vamos à luta para ajudar nossa sociedade nestes tempos difíceis.

Edneia Machado

 


 

E. E. Professor Rodolfo Almeida (Formiga):

O nosso estado de Minas Gerais disponibilizou o Estude em casa como uma forma de validar o nosso ano escolar, diminuir o nosso distanciamento social e nos permitir repartir experiências.

Professores, pais, alunos e direção... todos estão articulados para fazer o melhor possível neste momento. Pois acreditamos que é através da educação que podemos melhorar o mundo!

Andreia Cassia de Oliveira Garcia

 


 

E. E. Professor Rodolfo Almeida (Formiga):

Primeiramente estamos vivenciando um momento atípico de uma pandemia mundial devido ao vírus COVID 19, onde todos estão buscando meios de preservar a vida. Mas, quando se pensa em meios de prevenção logo podemos pensar em Educação, pois quem tem informação e formação para colocar em prática todas as orientações da OMS – Organização Mundial de Saúde é porque teve uma educação formal em algum momento que o levasse a compreensão, a leitura, à crítica, enfim, à compreensão do momento e como utilizar-se de medidas de prevenção.

Sendo assim, por estamos vivendo momento de isolamento social, o estado de Minas Gerais, preocupado na continuidade da formação de seus alunos implantou o Plano de Estudo Tutorado – PET, uma programação de aulas pela televisão na Rede Minas – Se Liga na Educação e um aplicativo que não consome os dados móveis da pessoa o Conexão Escola.

Para continuar o processo de formação dos alunos com a mediação de recursos tecnológicos e com assessoria remota dos professores precisou-se pensar num material que desse condições aos alunos de serem autônomos na sua aprendizagem, pois qualquer processo de ensino e aprendizagem formal são fundamentais a dedicação e o empenho do estudante, e na educação mediada pela tecnologia não é diferente. Pois além desses requisitos, o estudante agora passa também a ser o maior responsável pela sua própria aprendizagem e avanço nos estudos, por se encontrar efetivamente num contexto de autoaprendizagem e com a necessidade de manuseio diário de diferentes suportes de informação e meios de comunicação. E isso exige, logo de início, o desenvolvimento ou aprimoramento de habilidades para a utilização de recursos tecnológicos necessários tanto para a realização das leituras, pesquisas e produção das atividades, quanto para o contato diário com os colegas e professores por meios de ferramentas de interação e comunicação num ambiente virtual.

Essa apropriação dos recursos tecnológicos pareceu uma barreira para muitos, sejam estudantes ou professores, pois tudo que é novo de uma certa forma causa-nos uma inquietude, desconforto, mas ter a certeza de que os hábitos que forem desenvolvidos a partir dessa apropriação, a princípio para uma situação específica, serão muito úteis em outras situações e momentos ao longo de toda a vida de cada um, então já está sendo um aprendizado válido.

Os PETs foram fornecidos aos professores e aos alunos de acordo com o currículo referência de Minas Gerais, vieram prontos e talvez para alguns num padrão simplista, mas como já comentando, se faz necessário ser um material que o próprio aluno consiga compreender e ter motivação em fazer as atividades propostas, está longe do ideal, mas nada substituirá a aula presencial, especialmente na relação afetiva entre aluno e professor, é fato. Mas o material poderia ser diferente para o aluno e o professor, por exemplo: no do aluno não precisaria vir as folhas de início com competência, habilidades e outras informações que para os alunos não farão diferença, mas sim para o professor que necessita saber ao que as atividades se propõem, quais habilidades estarão trabalhando. Os cadernos poderiam ser separados por disciplinas para serem apresentados, mas visto que por série foi pensando na praticidade é algo a considerar, pois separados por disciplina há uma melhor orientação para os alunos. O conteúdo está bem resumido e os exercícios em pouca quantidade, outra questão a pensar. As aulas pela TV não estão em sincronia com os PETs poderiam reestruturar as apresentações das aulas para seguirem o material que os alunos estão tendo acesso – PET, assim teriam uma complementação melhor do material.

Então, particularmente após questionamentos aos professores da Escola Estadual Rodolfo Almeida das suas opiniões a respeito do PET, posso chegar à conclusão que mesmo não sendo ideal o formato é uma forma de continuidade da formação dos nossos alunos, diante da atual conjuntura que vivemos é pensar uma forma de dar continuidade aos hábitos de estudos dos estudantes. Trabalhar com os PETs nos comprovou que educadores são capazes de ultrapassar obstáculos, se reinventarem para alcançar o seu objetivo maior; compartilhar experiências e se adaptarem em tempo recorde aos imprevistos. A princípio, relutamos contra o novo, talvez por despreparo ou insegurança, mas pelos nossos alunos, vamos sempre à luta. A princípio foi bem estressante, aos poucos começamos a ver os pontos positivos: interação quase total entre alunos, pais e professores, um movimento sequer visto até então de participação de todos os envolvidos. Enfim, descobrimos outra maneiras de ensinar, interagir com as famílias e promover alunos mais participativos.

Contundo, não sendo o melhor ou ideal, é o que temos para a atual conjuntura e nos apropriamos para darmos o nosso melhor e até complementar cada um ao seu modo será um trabalho e ao mesmo tempo um aprendizado para todos. Estamos certos que os PETs darão um grande suporte para continuidade da formação dos nossos alunos e o material está de modo geral de qualidade e de forma a proporcionar aos alunos sua compreensão.

Esse texto contou com os depoimentos dos seguintes professores:

André Luís Chagas; Juralice Rita da Silva; Leila Aparecida de Figueiredo Souza; Maria Aparecida Marques; Michely Aparecida Lamounier Gondim; Poliana Aparecida da Silva Andrade; Sanara Silva Santos; Sérgio Alexandre Pinto; Suzicássia Silva Ribeiro; Wesley Magela Caetano Jesus.

Fabrícia Ribeiro Gontijo

 

Equipe de professores surpreendeu com desenvoltura e empenho. Foto: Divulgação SEE/MG

 


 

Nota do Autor: Nunca é tarde para aprendermos, fazermos o diferente sempre será um desafio em nossas vidas, estejamos sempre preparados para o inesperado!

 


por Sérgio Corrêa

 

 

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